Pensamento do dia
Isso aí que você tem é bom demais para que eu não possa passar sem esnobar.
Um blog certificado
Isso aí que você tem é bom demais para que eu não possa passar sem esnobar.
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Paulo C. Barreto
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Agora é o UOL. Mas não é caso isolado. Eis o aviso:
"Devido à greve dos Correios, você pode não receber seu boleto de cobrança. Para sua comodidade, estamos disponibilizando outras formas de pagamento. Escolha a melhor forma para pagar o seu boleto de cobrança UOL."
E eu nem recebo boletos do UOL. Por que receberia?
Um dia o UOL vai mandar a real: "Prezado cliente: talvez você tenha optado por não receber em casa nossos boletos (nós é que não temos competência para descobrir isso). Mas, se recebe, você é burro. Você gosta de receber umas árvores mortas por baixo da sua porta na crença de que assim nós nos ligamos a mínima para a sua existência - nós queremos mesmo é que você feche o bico e abra a carteira. E você não quer acreditar que greve de correios é um evento anual mais previsível que a cerimônia de entrega do Óscar. Na verdade, não acreditamos nos correios nem por um momento, mas quem somos nós para contestar a sério os donos do poder?"
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Paulo C. Barreto
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Faltam 29 dias para as merecidas férias, dias ainda não determinados
para a mudança. Hoje a parede da sala jorrava mais água que a Fontana
di Trevi. Minha mulher já ia fazer um pedido e jogar uma moedinha.
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Paulo C. Barreto
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23:13
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Em sabor lusitano, ora pois, € 17,50. Já era para ter saído no Brasil há muito. Editor brasileiro não tem testículo nem para isso: dizer o que que (supõe-se) os barões da grande mídia querem tanto ouvir.
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Paulo C. Barreto
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Paulo C. Barreto
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Faltam 30 dias para as merecidas férias, dias ainda não determinados
para a mudança.
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Paulo C. Barreto
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Hoje é feriado no Estado do Rio. Por isso, ontem foi enforcado para muita gente. E anteontem todo o Brasil entrou em paralisia compulsória. A Câmara de Comércio de Buenos Aires ainda vai erguer uma estátua de Sérgio Cabral na Calle Florida.
O mais angustiante é dar uma volta na internet, ler o noticiário e descobrir que, à nossa volta, apesar do acúmulo de palpites legislativos, o mundo continua vivo e se mexendo; a quitanda global permanece aberta para negócios. Perfeito. Alguém no Brasil realmente quer saber o que acontece fora de sua paróquia com gente que não faz parte de sua patota?
Ibrahim Sued, quando repetia em suas colunas o bordão do título, não foi compreendido. O Brasil não é falido porque tem excesso de feriados. Pelo contrário, por estar falido -- moral e intelectualmente -- é que o Brasil se autoconcede essas escapadas da realidade, celebrando o grande nada e enchendo a cara como se não houvesse amanhã. No próximo terremoto, talvez...
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Paulo C. Barreto
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Tags: brasil, Buenos Aires, feriado, Ibrahim Sued, Sérgio Cabral, terremoto
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Paulo C. Barreto
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Nenhuma vontade de se fazer algo útil. E há algum pretexto acima da total inutilidade para se ir ao cinema?
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Paulo C. Barreto
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De volta à atividade. Comportaram-se bem?
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A Tupi foi a primeira TV do Brasil. Quando faliu, em 1980, estava presente em todo o país, mas não conseguia formar uma rede nacional. Hoje qualquer CNT é mais “rede nacional” do que foi a Tupi. Rio e São Paulo ficavam brigando pelo título de cabeça de rede. Como resultado, até programas de auditório tinham versões diferentes para cariocas e paulistas. Anacronismo total, porque a Globo já era a Globo de norte a sul. Videoteipe existia há muito tempo, mas o show do Plim-Plim (Gualba Pessanha, o Mágico do Papel) ainda era transmitido ao vivo. Só de imaginar um programa infantil ao vivo, Xuxa deve rolar de rir até perder o fôlego. Notem bem: ainda no meu tempo de vida conheci uma Tupi de grandes talentos, mesmo que presos em atrações antiquadas, à espera de quem soubesse transformar o potencial em sucesso (não digo ultrapassar a Globo, essa obsessão dos profetas do Apocalipse, mas encontrar seu espaço justo no mercado). Dizem que a Tupi sucumbiu por falta de dinheiro. Nem uma palavra sobre a falta de comando.
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Paulo C. Barreto
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Luciana Gimenez é melhor apresentadora do que dizem. Dizem que ela é limitada. Ou seja, não é nem mais nem menos do que o “Superpop” exige. Ela não fica falando pelos cotovelos como se sua palavra fosse a revelação divina, não faz macaquices vocais de locutora de rádio, não trata os convidados como reles súditos. Em termos de televisão brasileira, é praticamente de uma fleuma britânica.
Mas Luciana é primeira-dama da RedeTV!; ainda assim, trabalha duro. Ontem ela estava rouca. Se estivesse na Globo no tempo em que o Padrão Globo de Qualidade era levado a sério, não teria saído de casa. No palco, do jeitinho das garotas-propaganda de outros tempos, anunciava um produto desses aí. Poupando sua garganta, a apresentação era intercalada com um comercial gravado. Aplausos. Intervalo comercial propriamente dito. Luciana volta e mostra mais um produto. Aplausos. Luciana abre espaço para um comercial de guaraná. Aplausos. Entra uma chamada de “Donas de casa desesperadas”. Mais um intervalo comercial propriamente dito.
Não se pode dizer que o “Superpop” não fature. Mas cadê o conteúdo?
Falei de "Donas de casa...". O seriado é exibido na noite de quarta-feira. Aí o mesmo episódio é exibido no domingo seguinte. "Pânico na TV" é a grande atração domingueira da emissora. O programa é integralmente repetido na noite de sexta-feira. De terça a sexta temos o "Programa Amaury Jr.". No nada desprezível horário de sábado à noite são reprisados os melhores momentos da semana.
E estes são os programas mais relevantes da RedeTV!. Ainda nem cheguei aos programas de fofocas de copiar-e-colar, às televendas, aos pregadores evangélicos e aos suspeitíssimos joguinhos por telefone.
Não perderia meu tempo comentando o enchimento de lingüiça de uma TV "brega" se fosse um caso isolado de emissora em luta contra o tempo -- excesso de tempo, escassez de conteúdo para preenchê-lo. Parece ser um comportamento padrão. Não é verdade que há tempos uma antiga e tradicional rede nacional tem alugado o horário nobre para uma igreja? Um certo programa das tardes de domingo podia ser xingado de popularesco, mas não de antiprofissional. Não mais. Quem passar os olhos pelo programa acabará se deparando com umas imagens borradas, trêmulas e sem contraste, explicadas off por uma tagarelice qualquer e identificadas pela legenda fatal "Imagens da internet". Sim, os mesmos vídeos chinfrins que são exibidos no YouTube e circulados em emails. O programa chora a perda da liderança aos domingos. O programa compete com cibercafés de um real. O fracasso lhes cai bem.
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Paulo C. Barreto
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Joaquim Ferreira dos Santos, outrora sacaneado até a medula em shows da banda Casseta & Planeta, deu metade da coluna de hoje para o lançamento do livro “O Planeta Diário”, evento de terça-feira. Se não estivesse chovendo (carioca dissolve na chuva) e o lançamento tivesse algo a ver com alguma peladona ex-mulher de traficante, daria a coluna inteira.
Mas a noite de autógrafos estava pequena, pelo menos enquanto eu estava lá, pois saí antes que Hubert chegasse. Entusiasmo da coluna com a ressurreição das camisetas “eleitorais” do Macaco Tião, agora elevadas a ícones dos anos 80...
Faltou explicar que o fôlego do chimpanzé não deu nem para a saída. A candidatura prefeitural do Tião em 1988, levantada em conjunto pela Casseta e pelo Planeta, foi campeã de popularidade nos bons tempos em que o Rio ainda apitava alguma coisa culturalmente (quando os eleitorólogos da Globo apontaram Tião, símbolo do voto nulo, como o “grande derrotado” nas urnas, queriam dizer “alguém do PT venceu
No ano seguinte, bem que tentaram levantar a bola do Macaco Tião como candidato a presidente. Alguém lembra?
Mas, enquanto durou, a gracinha foi levada mais a sério do que deveria, incluindo talk shows e candidatos de verdade, o que sob os devidos critérios teria feito o consórcio Casseta-Planeta merecer alguma espécie de Top de Marketing.
Especialmente porque tanto a Casseta quanto o Planeta já tinham entrado em trajetória descendente na mídia impressa, assolados por pacotes econômicos e perdendo de vista o público-alvo (baixaria “impacta” muito e vende pouco. Adolescente não lê texto de mais de cinco linhas). Mas foi em 1988 que descobriram a televisão, conquistando o ódio eterno da intelligentsia. E ainda lançaram “oficialmente” a banda, que correu o Brasil com shows que lucraram um quase nada - só serviram para promover as vendas do LP “Preto com um buraco no meio”, exatamente o inverso do modelo de negócios que os obituaristas da “indústria fonográfica” consideram o único que resta a seguir...
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Paulo C. Barreto
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Acabei de escrever para o marketing (qual outro departamento?) da Palm Brasil perguntando o que fazer para reciclar o Vx morto. O que responderão?
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Paulo C. Barreto
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08:26
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Tags: Palm
Quer dizer, teria sido um sucesso parcial se a Livraria da Travessa estivesse entupida de bicões sem noção. Do jeito que estava, podia-se até andar de um lado para o outro. Reencontrei o Reinaldo, que lamentou muito não ter me localizado antes do lançamento, apesar de todos os esforços de pesquisa. Reinaldo ao vivo parece bem mais velho que na televisão (e eu o conheço pessoalmente desde 1988). Hubert, meio que misteriosamente, não estava; Cláudio Paiva não saiu da mesa. E vamos que vamos.
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Paulo C. Barreto
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23:14
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Tags: Planeta Diário
O Palm Vx pode ficar o dia inteiro na base de recarga, mas nunca mais liga. Meu sonho antiecológico é lançá-lo do vão central da Ponte Rio-Niterói.
Sem substitutos. O celular, pelo menos com os programas fornecidos, não tem a menor chance de sincronizar com o micro (aceito sugestões). Penso em ver outro modelo. Os planos das companhias telefônicas são vergonhosos. Oferecem como grandes novidades, e a preço de novidades, uns aparelhos obsoletos (a Palm faz isso com o TX, que nem telefone é) nos quais empacotam uns planos de dados que me fazem lembrar da velha NutecNet de 1996 (estou aqui com o papel), matrícula de R$ 50 mais R$ 25 mensais para dez horas de uso e R$ 2 por hora adicional -- mas o 486 que eu usava naquele tempo não tinha o visor do tamanho de um selo.
Catálogos virtuais repetem um texto sobre o livrinho, entusiástico mas derrapante na primeira linha:
O Planeta Diário, jornal mais importante da década de 80 e feita pelos Cassetas (...)Muito lisonjeiro, pouco verdadeiro. Pode ter sido o jornal de humor mais importante da década de 80 num período em que os jornais "sérios" despencavam em importância (não, crianças: a internet não é culpada única). E Hubert e Reinaldo, sem Cláudio Paiva, só puderam ser considerados "cassetas", num rótulo vira-lata para situar totais desinformados, vários anos depois do auge do Planeta jornal.
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Paulo C. Barreto
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09:24
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Tags: Planeta Diário
O Palm Vx funcionou mais ou menos até ontem, quando desligou e não ligou mais. Sem explicação e sem chance de conserto.
Só a morte do portátil conseguiu ser mais absurda que sua longevidade: mais de sete anos de efetivo exercício, o que prova que de vez em quando até o Stand Center é capaz de vender um troço honesto... Exceção total. Nada em informática dura sete anos, mesmo sendo o símbolo de uma era.
Lançado em 1999, o Vx (igual ao V original com o quádruplo de memória) foi o melhor Palm de todos os tempos, ponto. O primeiro com design “de gente grande”, imitadíssimo. O primeiro com tela realmente nítida. E o primeiro com bateria recarregável, minúscula e que durava horas e horas (não me lembro de celular daquele tempo que tivesse bateria que prestasse).
Enquanto Palm foi sinal de status, leiam The anatomy of buzz, e as pretensões do usuário típico se limitavam a agenda, tarefas e lista de contatos, o Vx era a continha do necessário. Depois só estragaram a receita. O conceito do Palm (e do PDA em geral) degringolou quando as operações de agendinha foram absorvidas com folga pelos celulares -- no bolso, um gadget só já basta. E os handhelds remanescentes, de todas as marcas, correram desesperados em busca de conectividade, armazenamento e multimídia. Aí é que as tartarugas ultrapassaram a lebre.
Resultado: qualquer Motorola V3 vagabundo é mais cult que o melhor dos Palms (e sem deixar seu usuário parecendo um usurpador do proletariado), o BlackBerry ressuscitou o teclado, o iPhone botou o hype das canetinhas em seu devido lugar, qualquer coisa da Symbian mostra que, em usabilidade, é possível pôr no bolso um computador conectado que não pareça um Frankenstein de PDA com telefone.
Palms? Ainda os há, mais caros do que parecem. O TX é o herdeiro da "velha tradição" na falta de melhor (não que dê para melhorar muito diante dos problemas conceituais), os Treos são antiquados e limitados, o LifeDrive castigou os early adopters com seus defeitos, "coisas" como E2 e Z22 dão a idéia do que a Palm (empresa) pensa do consumidor brasileiro. Daqui a pouco vem o Palm Centro. Não espero nada.
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Paulo C. Barreto
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14:39
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Tags: Palm
A seção Veja Recomenda da edição desta semana da revista diz que O Planeta Diário, o jornal, foi publicado até 1991. Não foi. O jornal resistiu até julho de 1992. Já pedi retificação.
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Paulo C. Barreto
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11:53
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OK, vocês já leram o Segundo Caderno de hoje: O Planeta Diário, o livro, enfim será lançado oficialmente. Continuo esperando um emailzinho da Editora Desiderata.
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Paulo C. Barreto
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08:15
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O enredo é inequivocamente religioso. Quem descuidar disso vai entrar pelo cano. Dois filmes entraram pelo cano.
O tema subjacente é manjado porque sempre funciona: "quem é que merece entrar no Céu?". Se eu fosse menino britânico, também desejaria um Céu cheio de doces, mas essa é outra história... No livro de Roald Dahl, do qual Tim Burton mostrou que só conhece o que sopraram em seu ouvido uns assessores engraçadinhos cheios da grana, parece tão óbvio quanto nos filmes que o pobre menininho está fadado a tirar a sorte grande. O interesse da história não é o quem, mas o como.
Charlie não precisa fazer nada especial para conquistar o paraíso dos doces. Seus quatro concorrentes pentelhos se enrolam em suas próprias pentelhices, saem do jogo, Charlie ganha a fábrica de Wonka por W.O. e o livro acaba mais ou menos aí (desse ponto em diante, Tim Burton emenda uma patetice metida a socialmente correta; dispensem). Acostumado que estava com o filme "da Sessão da Tarde" dos anos 70, pensei que estivesse faltando alguma página no livro.
Segundo o quase-cult dirigido por Mel Stuart (quem?), Charlie "sobra", Wonka se desespera achando que ninguém merece o grande prêmio, o resignado Charlie devolve a Wonka o chiclete mágico (um grandíssimo segredo industrial), o rosto de Wonka se ilumina com o gesto de lealdade, Charlie ganha a fábrica inteira. No livro, bastou a fé. Em Hollywood, é dado por certo que a platéia é inteiramente incapaz de conceber fé sem obra, até porque hollywoodiano não conhece nem uma nem outra.
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Paulo C. Barreto
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A Tower Records já dançou. Andrew Keen, em “The cult of the amateur”, ainda sem tradução no Brasil (não esperem; encomendem o original), chora longamente a perda. É nessas horas que o argumento do livro, em geral digno de respeito quando denuncia “duela a quien duela” os ídolos ocos da era 2.0, se perde em dores-de-cotovelo, emocionalismos, ímpetos “californianos” de ser do contra. Keen preferia que a galera continuasse, como nos bons tempos, gastando sola de sapato para prestigiar a Tower Records, ouvir as sábias dicas dos vendedores... Quero ver no Brasil um vendedor, de qualquer coisa, com competência para algo mais que intimidar possíveis não-compradores e procurar preços escondidos. Descontando a pirataria, o público-alvo virou as costas quando descobriu que tudo que havia na Tower se comprava melhor em lojas virtuais com catálogos (de vendas por catálogo os americanos entendem) ilimitadamente expansíveis e infinitamente comparáveis uns com os outros. No geral, isso deixa o consumidor passando melhor hoje do que ontem. É nessas coisas que internet faz a diferença. Mas enquanto Keen passeou só na superfície do descalabro cultural pós-bolha pontocom, “The weightless world” (cadê a tradução?) é que revirou os alicerces da economia digitalizada e não gostou do que viu. Isso quando a glória e prosperidade da Nasdaq ainda era considerada eterna...
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Paulo C. Barreto
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19:02
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Choramingos aqui e ali pelos poucos e bons tempos do ICQ, o primeiro software-serviço de mensagens instantâneas que deu certo, porque era o que “todo mundo” usava até mais ou menos 2003-2004 quando, dizem, foi atropelado pelo odioso monopólio de Bill Gates através do MSN Messenger (depois Windows Live Messenger). A Microsoft cumpriu sua obrigação competitiva de mexer o traseiro e oferecer um produto rival que os usuários desejassem usar. E o império AOL, antes e depois da Time Warner, dormiu no ponto com o ICQ (idem com o Netscape). Deixou a equipe de produção solta para rechear o programinha com penduricalhos que as máquinas da época não assimilavam bem; já em 1999 era bombardeado por críticas de usuários, que, no entanto, valorizavam o ICQ justamente porque “todo mundo” o usava. A AOL olhava para o teto enquanto o que realmente valia no ICQ, os zilhões de usuários, lhes escorriam pelos dedos. AOL já teve um modelo de negócios sustentável? O Messenger se ergueu por seus méritos enquanto, lateralmente, o ICQ despencava pelos defeitos de si mesmo, e é essa a história. Se alguém quiser “colocar” a morte em vida do ICQ (ainda existe, mas ninguém mais quer saber dele) como questão opressor-oprimido, só se for por peninha das centenas de bilhões que a AOL desintegrou com o fim da bolha pontocom. Mas é uma façanha convencer de alguma coisa essas crianças que conhecem melhor a cartilha marxista do que a localização do Brasil no mapa.
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Paulo C. Barreto
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Falando em Saraiva, esqueçam essas megalojas. A não ser que você precise de determinado livro “para ontem” ou na improvável circunstância de oferecerem uma promoção realmente compensadora em relação às das lojas virtuais. Leve em conta, porém, os custos de transporte público que não digo que é “de gado” para não ofender o gado, possível estacionamento, cafezinho caro servido por completos palermas, longas filas, barulho, assaltantes e tempo perdido que não volta mais.
Megaloja física não está mais nem aí para vender coisa alguma. Mantém aquele símbolo dos anos
Se o estabelecimento de tijolos existe para atender a compradores impulsivos, então deveria pelo menos não esconder os preços das mercadorias (busque uma oferta na internet: o preço é mostrado antes do nome da loja). Em qualquer birosca o grande trabalho dos balconistas é ficar consultando livros de referência (ou listas computadorizadas) para dizer os mesmos preços dos mesmos itens para todo mundo. É uma velha tradição brasileira que nenhuma leizinha parece intimidar. De minha parte, se escondem os preços, eu escondo a carteira.
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Paulo C. Barreto
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Enfim o livrinho em exposição não-virtual em filial carioca de rede não-carioca de livrarias. Se a Desiderata fosse editora paulista, já teríamos O Planeta Diário nas Saraivas cariocas há tempos.
Continuo esperando a boa-vontade de alguém, pode ser um “sub”, na Desiderata em responder meu email.
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Paulo C. Barreto
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A Editora Desiderata respondeu ao meu pedido de contato. Assim que chegarmos a um acordo sobre o horário, farei uma visita.
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Tags: Desiderata, Planeta Diário
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"Lenda de Copacabana" bem aqui. Li esse conto numa Revista de Domingo nos anos 70, cuja última página era do Verissimo. Eu era muito criança. Nem me lembrava mais dos detalhes. Só agora reencontrei a "Lenda" pelo Google.
Pois a molecada de hoje pensa que Google (e a internet por baixo dele) sempre existiu, que "a revistinha" do JB sempre foi uma coisinha irrelevante, e que Verissimo nunca fez nada melhor que suas parlapatices adesistas. E, principalmente, que eu nunca falaria bem do Verissimo neste blog ou fora dele. "Lenda de Copacabana" bem aqui.
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Paulo C. Barreto
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Tags: google, Jornal do Brasil, Revista de Domingo, Verissimo
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19:09
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Tags: Cláudio Paiva, Desiderata, Hubert, Planeta Diário, Reinaldo
Daqui. Vai cópia do post inteiro.
SÃO LANCELOTTI
O padre Júlio Lancelloti, defensor incondicional dos moradores de rua e menores delinqüentes, apresentou queixa à polícia, dizendo-se vítima de extorsão há três anos, período no qual teria pago 50 mil reais a um grupo de extorsionistas, que ameaçavam denunciá-lo por prática de abusos sexuais contra menores. A vítima de seus abusos seria filho de um dos extorsionistas, já acusado por homícidio.
Vejamos as declarações do padre à Folha de São Paulo:
Além de intimidá-lo com insinuações de agressão, o grupo passou nos últimos meses a dizer que procuraria a imprensa para denunciar um suposto abuso sexual cometido pelo padre contra o filho de Conceição, de oito anos. "Tem coisas que você não consegue explicar. Tem coisas subjetivas. Eu queria mudá-los [os autores da extorsão]", disse o religioso, ao ser questionado por que tinha pago aos acusados por tanto tempo. O padre Júlio afirmou ontem que recebe salário de R$ 1.000 por mês e que mora com sua mãe e a sobrinha. Ele disse que irá pedir proteção policial.
Não convence. Como pode alguém que recebe mil reais por mês pagar 50 mil reais a extorsionistas no período de três anos? Além disso, o gesto do padre, de pretender com seu pagamento evitar outras extorsões - como declarou em outra entrevista - não tem precedente nos anais da hagiografia. Temos um novo caso Henry Sobel. O sacerdote impoluto envolvido em um reles caso de reportagem policial.
Quanto mais Sobel se explicava, mais se enredava. Quanto mais Lancelotti se explicar, mais se enredará. Quem dá explicações já perdeu a discussão. É óbvio que o imbroglio que envolve Lancelotti está longe de ter sido elucidado. Como pode uma personalidade pública de seu status ceder a chantagens por temer que seu nome seja envolvido pelas denúncias de um homicida? É claro que há algo mais atrás da ameaça de denúncia.
Se não houver, temos de apresentar Lancelotti como candidato a santo pela Igreja Católica. Só um santo cederia a uma chantagem para evitar outras chantagens. Urge apresentar o nome do santo homem ao Vaticano, para posterior beatificação e santificação.
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Paulo C. Barreto
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22:34
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"Though the open-source movement isn't going to die anytime soon, it's looking a little ragged at the edges. And with the appearance of the onerous GPL v3 and the slow deterioration of the popular Firefox browser, I now wonder if open source may have been a fad, or perhaps just a more elaborate iteration of the shareware phenomenon in the 1980s." Mais...
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Quer dizer, já há uma semana. E que semana atribulada.
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Tags: Férias
No portão de embarque. Uma vez Gol, sempre Gol.
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Para o espanto d'O Mundo, em São Paulo conheci incontáveis eleitores de Paulo Maluf. Nenhum deles parecia particularmente envergonhado de seu voto (não mais do que o conceito de certas mulheres sobre suas celulites reais ou imaginárias).
No Estado do Rio, segundo dizem as lendas do distante 2002, uma certa Rosângela Matheus foi eleita governadora. E sem enfrentar segundo turno. Ou eu realmente nunca vi um eleitor da dita cuja andando por aí, ou eles se disfarçam melhor do que lagartos invasores de seriado de ficção científica.
Nem desperdiçarei o tempo do leitor analisando como certas figuraças indizíveis se tornaram vereadores e deputados. Mantendo-nos nas eleições majoritárias, pelo menos do ponto de vista do Sulmaravilha eleitor de Maluf e Rosinha esclarecido e politizado, permanece um mistério a eleição de Renan Calheiros como senador. Um mistério tão grande que tenho que investigar in loco. Alagoas me espera; volto em sete dias.
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Paulo C. Barreto
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Tags: Alagoas, Maluf, Renan Calheiros, Rosinha
Como era de se prever, a Telefônica começou a cobrar um "plus a mais" pelo serviço que teoricamente os provedores é que prestavam. Pelo menos agora o cliente paga a quem presta o serviço. Até há pouco era preciso pagar a X pelo serviço de Y. Tudo pela competitividade.
Ainda assim, os R$ 8,70 são uma pechincha diante do que padecem os usuários domésticos de DSL fora do Planeta São Paulo em troca de email inútil, suporte incompetente e um tal de conteúdo diferenciado para o qual ninguém dá a menor pelota.
Não faltou a tirada humorística da Abranet: "O custo da conexão à internet está lá e o setor de provimento de acesso investiu muito neste serviço. Isso deve ser lembrado."
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Paulo C. Barreto
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08:37
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Isso eu já tinha notado há tempos. Mas os pesquisadores fariam bem em considerar os fatores que fazem a internet ser tomada pelos vírus do cinismo e da paranóia, reduzindo o espaço vital para a disseminação do humor genuíno. Como os computadores, os cabos e os roteadores não se tornam cínicos e paranóicos -- pelo menos é o que suponho --, os usuários é que são. E cada vez mais.
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Paulo C. Barreto
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Se dependesse dos iluminados da informática, Bill Gates teria que perguntar a eles o que poderia ter feito na vida e quão longe poderia chegar.
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Vejo um monte de gente que não tem domínio de língua nenhuma, tem orgulho disso e tenta compensar com lábia, peitadas, atributos físicos, volume de voz, reviradas de olho, frases feitas.
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Abranet entra com recurso contra acesso ao Speedy sem provedor
Trecho:
"Há uma lei - a Lei Geral das Telecomunicações (LGT) - que ampara nossa atividade. É ilusório achar que o serviço de valor adicional de conexão à internet não tem preço", argumenta Eduardo Fumes Parajo, presidente da Abranet.
É claro. E a LGT serve à lei maior. A Constituição? Não, a Lei do Gerson.
Em tempo: quem não sabe o que são "embargos auriculares" não entende coisíssima nenhuma de como funcionam esses cabos-de-guerra judiciários.
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Paulo C. Barreto
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10:04
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Tags: provedor
Telefônica libera Speedy sem provedor
Ou melhor: "Justiça reduz a guilda dos provedores à merecida insignificância". Ou melhor ainda: "Bola de ferro no tornozelo do cliente DSL paulista se torna opcional".
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Paulo C. Barreto
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09:55
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Tags: provedor
E o Alexandre Soares Silva nem scanner tem.
Acabei de visitar a Sunshine Vídeo. É a distribuidora autorizada de CDs e DVDs piratas na esquina (se você pensa que pirataria é coisa de desamparados freelancers da "exclusão", experimente copiar uns disquinhos e vendê-los na sua esquina sem jurar lealdade a ninguém). Chamo de "Sunshine Vídeo" porque traz o material numa detonada Kombi amarela, quem viu Pequena Miss Sunshine conhece a referência, que nem sei como é que ainda se move. Ainda por cima, a equipe da Sunshine Vídeo, sempre o mesmo corpo de funcionários, monta sua banca bem na porta da locadora (legal e legítima). Quando há vaga, a própria Kombi amarela estaciona em frente.
-- Aí tem as colunas escaneadas/fotografadas do Paulo Francis?
-- Não, mas temos Tropa de Elite 1, 2 e 3. E aceitamos encomendas para o 4.
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Paulo C. Barreto
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Tags: Paulo Francis, pirataria, Tropa de Elite
Acabei de achar uma listinha de despesas de fins de 1995:
16/10 - Placa-mãe com processador 486 DX4/120: R$ 385
16/10 - 8 (oito!) megabytes de RAM: R$ 320
20/11 - HD de 1,08 GB: R$ 270
21/11 - Kit multimídia Creative (leitor de CD de no máximo 4X, placa de som decente, caixinhas que dispensavam alimentação externa, uma enciclopédia e um disco de joguinhos em DOS): R$ 390
Calcule o dólar daquele tempo a meros R$ 0,90. Todos os preços se referem ao mercado negro (um certo executivo de fronteira muito famoso nos meios BBSianos) ou cinza-escuro (pessoas jurídicas que anunciavam em classificados), pois os preços em lojas de rua eram ainda mais astronômicos.
Engraçado. Nunca vi historiador "progressista" chamar isso de progresso.
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Paulo C. Barreto
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Tags: computadores, progressismo
Por que o Technorati é tão lento às vezes?
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Paulo C. Barreto
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1986 ou 1987: essa loja (basicamente uma surf shop) teve grande fama nos últimos dias em que a Gold Star (como assim "qual Gold Star"? Para quem era de Niterói, aquela galeria não precisava de endereço) foi alguma coisa relevante. Mas seu sucesso foi tão eterno quanto um amorzinho de verão -- fenômeno tão tipicamente niteroiense quanto a cafifa, o Mineirinho, o MAC e a estátua de Araribóia.
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Paulo C. Barreto
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